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Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/235/4606

Título: Abuso sexual de crianças e adolescentes: a percepção dos enfermeiros de uma instituição de saúde privada do Distrito Federal
Autor(es): Cardoso, Mestre Fátima
Sobral, Paola Almeida dos Santos
Palavras-chave: Violência sexual
Abuso sexual infantil
Enfermeiro
Data do documento: 28-Mar-2014
Resumo: A violência contra crianças e adolescentes é um grave problema de saúde, sendo o abuso sexual uma das formas mais danosas, pois pode ser constituída das violências física e psicológica. Trata-se de um estudo em que se apresenta a percepção dos enfermeiros de uma instituição de saúde particular do Distrito Federal acerca do abuso sexual contra crianças e adolescentes, enfocando aspectos como a obrigação por Lei Federal da notificação do mau-trato, os entraves a essa conduta e procedimentos necessários na assistência à criança ou ao adolescente violentado sexualmente. Realizou-se, portanto, uma pesquisa descritiva e exploratória, de cunho quanti-qualitativo e foram incluídos catorze enfermeiros de todos os setores do serviço de saúde escolhido, entrevistados entre outubro de novembro de 2007. Em relação ao tempo de atuação na Enfermagem, nenhum tinha menos de um ano de experiência profissional, sete (50%) atuavam entre 1 a 5 anos, cinco (35,71%), entre 6 a 10 anos e dois (14,28%) já são enfermeiros há mais de 10 anos. Os conceitos de abuso sexual para os entrevistados foram bem variados: citaram a violência sexual, a violação da integridade física, moral e psicológica da criança/ adolescente, o abusador como sendo uma pessoa de idade superior à da vítima que pratica o ato sem o consentimento da mesma. A maioria (85,71%) tem conhecimento da obrigação de notificação dos maus-tratos legalizada no Estatuto da Criança e do Adolescente. Em relação a motivações que os levariam a não notificar, sete (50%) afirmaram que nenhuma circunstância os impediria de notificar, enquanto três (21,42%) optaram pelo medo de retaliações por parte dos vitimizadores, dois (14,28%) desconheciam a legislação e outros 14,28% não notificariam caso não fossem o profissional responsável pela recepção, atenção e encaminhamentos à vítima. Foi possível verificar que não há consenso no que concerne à notificação e que alguns profissionais se absteriam de comunicar aos órgãos responsáveis. Detectou-se que é preciso que o enfermeiro se posicione frente ao tema de forma militante, como quem tem o dever de cuidar de crianças e adolescentes em situação de violência e de suas famílias e que esteja munido de conhecimento, independente de onde trabalhe, sabendo que a violência acontece, na maioria das vezes, no âmbito familiar e pode ser perpetuada ali durante anos, mas se for suspeitada ou confirmada pelo olhar sensível de um enfermeiro, é possível ser suprimida e ter suas conseqüências minoradas.
URI: http://hdl.handle.net/235/4606
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