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https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/prefix/17621
Full metadata record
DC Field | Value | Language |
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dc.contributor.author | Zacarias, Daniel Oliveira | - |
dc.date.accessioned | 2025-03-22T17:22:26Z | - |
dc.date.available | 2025-03-22T17:22:26Z | - |
dc.date.issued | 2023 | - |
dc.identifier.citation | ZACARIAS, Daniel Oliveira. ‘Se é de esquerda é preto?’: a influência da vinculação política na percepção racial de candidatos. 2023. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2023. | pt_BR |
dc.identifier.uri | https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/prefix/17621 | - |
dc.description.abstract | Estudos internacionais têm encontrado evidências que tendemos a acreditar que políticos que são mais pretos seriam mais progressistas do que os que são brancos. Mas como isso se dá em um contexto multirracial e, polarizado politicamente como o Brasil? Em nosso país, é comum o entendimento de que as fronteiras entre os diferentes grupos raciais seriam ambíguas. Nesse sentido, na presente pesquisa, busca-se analisar a relação entre percepção racial e política. Isto é, se indivíduos pardos apresentados como de esquerda são mais propensos a serem percebidos como pretos e, inversamente, se indivíduos pardos apresentados como de direita são mais propensos a serem percebidos como mais brancos. Para alcançar esse objetivo, foram conduzidos dois estudos. No Estudo 1, após um teste preliminar para validar as faces de homens a serem utilizadas na pesquisa, a amostra foi composta por 576 participantes, os quais informaram seus dados sociodemográficos, examinaram a foto de uma pessoa parda apresentada junto de um pequeno texto que descrevia a pessoa como um político de esquerda ou de direita em uma manipulação experimental entre participantes. A pesquisa foi realizada online. Verificou-se que foram encontradas diferenças significativas entre as condições, t (574) = 5,692, p < 0,001, d = 0,475, em que o político apresentado como de esquerda foi percebido como mais preto (M = 6,47; DP = 1,92) se comparado ao político apresentado como de direita (M = 5,39; DP = 2,61). Adicionalmente, foi identificado que, quando avaliado o político de esquerda, houve uma relação positiva entre intenção de votos e percepção do candidato como mais preto (r = 0,12, p = 0,038). Tal relação não foi encontrada para o candidato de direita (r = 0,03, p = 0,568). O estudo sugere que a orientação política foi usada pelos participantes para identificar a cor do político, sugerindo que tendemos a perceber as pessoas de uma maneira diferente em função da vinculação política delas. 2 Já no Estudo 2, replicamos o Estudo 1, mas utilizando faces de mulheres. A amostra foi composta por 240 participantes, que examinaram a foto de uma mulher parda apresentada com um pequeno texto descrevendo suas orientações políticas, manipuladas experimentalmente entre os participantes. A pesquisa também foi realizada online. Os resultados do Estudo 2 indicaram que a percepção racial das candidatas mulheres pardas não foi influenciada pela orientação política, t (237) = -1,777, p = 0,077, d = -0,232, ao contrário do que foi observado no Estudo 1 com candidatos pardos. Ou seja, não houve diferenças significativas na percepção da raça-cor das candidatas com base na orientação política apresentada. Esses resultados sugerem que a percepção racial de candidatos pardos pode variar não apenas em função da orientação política, mas também em função do gênero. A falta de diferenças na percepção racial com base na orientação política no Estudo 2 destaca a importância da representatividade e das interseccionalidades de gênero e raça na percepção política. Os resultados dos dois estudos indicam que a orientação política influencia a percepção racial de políticos pardos, mas essa relação pode variar de acordo com o gênero dos candidatos. Essas descobertas contribuem para uma melhor compreensão dos processos psicológicos envolvidos na percepção de indivíduos pardos em um contexto de diversidade étnico-racial como o brasileiro. | pt_BR |
dc.description.provenance | Submitted by Valéria Santos (valeria.santos@uniceub.br) on 2025-03-22T14:13:37Z No. of bitstreams: 1 62150054.pdf: 2821948 bytes, checksum: 0359e97522e0756aa5411cd726124d91 (MD5) | en |
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dc.description.provenance | Made available in DSpace on 2025-03-22T17:22:26Z (GMT). No. of bitstreams: 1 62150054.pdf: 2821948 bytes, checksum: 0359e97522e0756aa5411cd726124d91 (MD5) Previous issue date: 2023 | en |
dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
dc.subject | Identidade política | pt_BR |
dc.subject | Identidade social | pt_BR |
dc.subject | Percepção étnico-racial | pt_BR |
dc.title | ‘Se é de esquerda é preto?’: a influência da vinculação política na percepção racial de candidatos | pt_BR |
dc.type | Dissertacao | pt_BR |
dc.date.criacao | 2023 | - |
dc.identifier.orientador | João Gabriel Nunes Modesto | pt_BR |
Appears in Collections: | PSI - Mestrado |
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