As flores que ele plantou: abordagem da AIDS nas crônicas de Caio Fernando Abreu
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Caio Fernando Abreu foi um importante escritor brasileiro, nascido em Porto Alegre
em 1948. Durante as décadas de 1970, 1980 e 1990, ele publicou livros de contos,
crônicas e romances, além de antologias, livros infantis, traduções e obras
traduzidas. Até hoje são quinze publicações. Entre os trabalhos que Caio Fernando
realizou como jornalista destacam-se a revista Veja e O Estado de S. Paulo, além de
ter colaborado para a Folha de S. Paulo, o jornal Zero Hora, a Istoé, e ter sido editor
da revista Around (que depois virou A-Z). Jornalista e escritor de personalidade
marcante, Caio assumiu publicamente, por meio de crônica divulgada no O Estado
de S. Paulo em 1994, ter sido contaminado pelo vírus da aids. Antes disso a doença
já era presente nos textos de Caio Fernando Abreu, que enfrentou a situação com
valentia, dignidade e grandeza. Ele dedicou os últimos anos da vida a escrever,
revisar trabalhos e cuidar de flores. Com base nas crônicas publicadas por ele no O
Estado de S. Paulo durante os anos de 1986 a 1996, este trabalho faz uma análise
de como a aids aparece nos textos de Caio, e observa a maneira como o jornalista
escreveu com intenção de derrubar o preconceito de que a doença seria uma peste
que só atingia pessoas malditas. Caio não era maldito e tinha aids. Foi dessa forma
que ele encarou a sociedade, a família e os amigos. Sem condenar a liberdade
sexual (que a cada dia é mais vivida pelos jovens), e sem se desculpar pelos
motivos que fizeram com que ele contraísse o vírus. A única coisa que Caio queria
fazer era escrever...