A internet como meio de propagação do racismo AFRO-BRASILEIRO

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Este trabalho é uma análise do uso da internet para propagar e combater o racismo. São introduzidos pré-conceitos necessários para o entendimento do estudo, como o desenvolvimento da internet e o racismo em diferentes momentos da história brasileira. O preconceito racial na rede é uma conseqüência direta desses fatores, bem como um produto do pensamento predominante na sociedade atual. A metodologia utilizada para o desenvolvimento desse estudo baseou-se em pesquisa e leitura bibliográfica (de livros que tratam de racismo, mídia e internet), e na comparação entre páginas da rede mundial que buscam informar e as que têm o intuito de debater opiniões dos usuários. Também foi adicionado o aspecto legal que envolve o tema, apresentando-se as conseqüências desse tipo de crime. Os elementos teóricos envolvidos são: a teoria da democracia racial e o mito do branqueamento, que vieram ao Brasil por meio do pensamento colonizador europeu, além dos meios de comunicação de massa. Com base nesse fundamento teórico, mostra-se que os negros ainda sofrem preconceito, originado do período de escravidão no país, aliado à falta de política de integração dos ex-escravos após a abolição da escravatura. A desigualdade social também interfere no acesso à rede de computadores, porque o custo dos equipamentos necessários para utilizá-la ainda é alto. Também é possível verificar que as leis empregadas no combate ao crime cibernético não são específicas para esse meio de comunicação. Depois da análise, chega-se à conclusão da importância de políticas de integração social e afirmativa e considerações sobre a criação e o cumprimento de leis direcionadas à internet.

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