Felicidade a venda: o mito da alegria na publicidade um estudo de recepção sobre mulheres que consomem
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A publicidade é uma das ferramentas da comunicação e o consumo é a
parte mantenedora de toda a sociedade capitalista, dentro da qual a felicidade é um
objetivo palpável. Analisando mais de perto, a felicidade para alguns é inominável e
para outros simplesmente uma sensação. No entanto, não há como dissecar as três
coisas em separado, pois estão inteiramente conectadas. Muitos são os que
associam a felicidade ao consumo, outros a encontram na paz de espírito, mas é
fácil perceber que na publicidade há uma visível representação da felicidade, que é
um mito presente em quase tudo que é produzido na área da cultura de massa. A
sociedade de consumo produz os próprios paradigmas. Ela busca a alegria, a
jovialidade, a beleza e o sucesso, mas para alcançá-los há um caminho a percorrer.
Entre escolher mercadorias numa prateleira e tornar-se uma mercadoria a ser
escolhida nos meios sociais, há uma gama de mecanismos que constituem a
relação do sujeito com o consumo e de uma ideologia hedonista amplamente
pregada pelos anúncios publicitários. A partir de uma pesquisa com grupos focais, a
intenção é verificar até onde vai e como funciona a relação entre consumo e
felicidade na mente do receptor.