Semiótica: A logica de Sherlock Holmes
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Este trabalho sugere uma engrenagem de funcionamento do pensamento investigativo
baseado na semiótica. C. S. Pierce desenvolveu o estudo dos signos como uma lógica
que pode ser aplicada relativamente a tudo. A partir desse pressuposto, essa
monografia se apropria das três tríades peirceanas: interpretante, signo, objeto; ícone,
índice, símbolo; e indução, dedução, abdução. Essa apropriação permite montar uma
lógica investigativa que é ilustrada pela trama do detetive ficcional Sherlock Holmes. Foi
escolhida a figura de um detetive porque um dos pressupostos da pesquisa é de que o
trabalho do jornalista, enquanto apuração, é semelhante ao do detetive. No decorrer
das páginas são intercaladas teorias sígnicas com trechos das histórias de Holmes. A
primeira tríade, interpretante, signo, objeto – sugere uma forma de observação dos
elementos de um fenômeno, um modo de observar e coletar dados. A segunda tríade:
ícone, índice, símbolo – sugere uma observação mais detalhada. A terceira tríade:
indução, dedução, abdução – indica uma forma de analisar os dados depois que eles
passam pela coleta. As três teorias juntas formam um único sistema de observação ou
uma lógica investigativa. Mas, que só pode ser colocada como pensamento
investigativo quando essa engrenagem é usada por um detetive, um jornalista ou por
alguém que empreenda uma apuração.