A homocisteína e sua correlação com doenças cardiovasculares
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As doenças cárdio e cérebrovasculares estão entre as maiores causas de mortalidade
no mundo, representando assim grande preocupação em termos de saúde pública. A
aterosclerose é a principal doença cardiovascular que afeta as artérias de médio e grande
calibre, formando placas de gordura chamadas de ateroma. Os principais fatores de risco
para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares são alcoolismo, obesidade,
tabagismo, hipertensão, vida sedentária, estresse, diabetes, hereditariedade, idade e sexo.
Entretanto, uma molécula encontrada no sangue, a homocisteína, um aminoácido obtido
pela alimentação, surgiu como um novo fator de risco nos últimos anos. Quando
encontrada em excesso no sangue caracteriza uma hiperhomocisteinemia. Existem
diversos estudos para verificar o mecanismo de ação da hiperhomocisteinemia como um
fator de risco, sendo que a maioria aponta para diversos fatores como disfunção endotelial
seguida da ativação plaquetária e formação de trombos. A dosagem da homocisteína total
pode ser realizada por técnicas cromatográficas ou imunoensaios. O controle dos níveis de
homocisteína plasmática pode ser feito através da administração de ácido fólico e
vitamina B12, sendo que uma mudança no estilo de vida é a mais importante “arma” que o
homem possui contra as doenças cardiovasculares, pois o mesmo combate diversos
fatores de risco.