Construindo o lugar da mãe no processo de hospitalização em UTI neonatal
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Este estudo objetivou refletir sobre a construção do lugar da mãe no processo de
hospitalização em UTI neonatal por meio de pesquisa bibliográfica. Para tal, torna-se
necessário abordar o desenvolvimento da feminilidade e a construção da maternidade vividos
pela mulher. As ligações que a criança tem com sua mãe e, posteriormente, com seu pai são
notadas quando a criança brinca com boneca e se coloca no papel de sua mãe, ou seja, no
papel ativo. Essas ligações influenciarão nas relações que essa criança terá com seu futuro
filho. Durante o período da gestação, a mãe se prepara para receber seu bebê. Existe a
construção do bebê imaginário por meio de sonhos, pensamentos e percepções e, após o
nascimento, o encontro com o bebê real que se faz presente para a mãe. A interrupção da
gestação devido a intercorrências clínicas ou ligadas a problemas socioeconômicos ou, até
mesmo, a falta de realização do pré-natal acarreta em um parto prematuro podendo trazer
danos para a mãe que muitas vezes não se vê preparada para a chegada de seu bebê. A
hospitalização, em uma UTI neonatal, necessária para um bebê prematuro devido as suas
condições fisiológicas pode afastar a mãe de seu papel, uma vez que limita o exercício da
função materna tendo em vista que esse bebê precisa de diversos aparelhos médicos para
sobreviver. Com isso, a mãe pode se sentir culpada por ter fracassado em sua gestação e ter
gerado um bebê indefeso. O psicólogo acompanhará o processo vivido pela mãe em cada
momento da hospitalização de seu bebê podendo evitar danos posteriores à alta hospitalar,
sendo eles: ressaltar a vinculação entre a díade mãe–bebê, a importância do afeto dado pela
mãe que é percebido de modo singular pelo bebê, as questões referentes à amamentação, as
limitações que o ambiente da UTI neonatal impõe às mães e o processo de luto. Podendo
concluir que a função materna é de fundamental importância na recuperação do recémnascido
prematuro e que ela deve ser estimulada tanto pela própria mãe quanto pela equipe de
saúde.