O sentido subjetivo da experiência do transe no contexto do Candomblé
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Abstract
Essa pesquisa tem como objetivo compreender o sentido subjetivo da experiência do transe no
candomblé por meio de observação participante em dois terreiros e análise de uma entre as
quatro entrevistas realizadas com adeptos do candomblé. Através da interdisciplinaridade
entre psicologia e antropologia pioneira no estudo da religião afro no Brasil, essa investigação
foi possível. Esse trabalho se divide em três capítulos. No primeiro encontra-se uma breve
contextualização do candomblé como religião afro-brasileira. No segundo a experiência de
pesquisa, a metodologia utilizada, assim como a descrição de duas festas públicas dessa
religião. No terceiro capítulo abordo a subjetividade no candomblé, buscando compreender e
apreender o significado que a entrevistada apresenta quanto à experiência da possessão no
contexto da religião, bem como, os sentidos subjetivos e as configurações subjetivas
produzidas. Para isso dialogo com a concepção antropológica sobre fenômeno religioso, a
teoria da subjetividade de González Rey e autores que discutem o tema psicologia e religião.
Nas considerações finais ressalto a importância de se conhecer o sujeito em sua amplitude na
relação terapêutica, considerando sua experiência religiosa como um constituinte importante
de sua realidade, entendendo que a teoria adotada não é suficiente em comportar as
experiências subjetivas, sendo essa apenas um pano de fundo para o terapeuta em relação ao
universo que está diante de si, ou seja, seu cliente.