Sob a luz da psicanálise: a subjetividade “coisificada”
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O trabalho tem como proposta desenvolver um estudo sobre a perversão enfatizando principalmente os aspectos teóricos da metapsicologia freudiana, assim como, a descrição lacaniana sobre a perversão a partir do posicionamento do sujeito diante da castração. Freud inicia seus estudos sobre a perversão se distanciando da leitura de que a perversão é uma degeneração, uma anormalidade sexual e social. A perversão ganhou um viés metapsicológico, devido à estruturação do complexo de Édipo, assim, a perversão é vista como fruto do mecanismo da recusa (Verleugnung), na saída para o conflito édipico, contrapondo, à dissolução do mesmo, através do recalcamento (Verdragnung), este que participa da formação neurótica. Posteriormente, com o desenvolvimento da lógica do fetichismo, paradigma da perversão, Freud explica a atitude ambígua do sujeito da perversão diante da realidade da castração, através da articulação da recusa com a dissociação do ego. No entanto, no estudo teórico lacaniano
o falo não se trata do órgão de fato, mas do falo imaginário e simbólico. O falo, na dinâmica do desenvolvimento humano, é o centro da explicação de Lacan trazida nos três tempos lógicos de Édipo (primeiro - dialética do desejo, segundo - dialética do ser, terceiro - pautado na dialética do ter). Numa realidade na qual impera a economia narcísica do gozo sem reconhecimento do sujeito da diferença, o homem se tornou
“objeto descartável”.
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MOURA, Dhiulliana dos Santos. Sob a luz da psicanálise: a subjetividade “coisificada”. 2010. 51 f. Monografia (Graduação em Psicologia) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2010.