A relação mãe-bebê e a etiologia do autismo: reflexões a partir da psicanálise winnicottiana
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A partir das ideias de Donald Winnicott, a psicanálise passou a estudar e a levar em conta as influências do ambiente na estruturação da vida psíquica do sujeito.
Partindo da constatação do estado de dependência absoluta no qual o bebê se encontra nos seus primeiros meses de vida. Nesta fase, se o ambiente ou a mãe não
está identificado com as necessidades do bebê e falha nos cuidados com o mesmo, ele vivencia angústias impensáveis. De modo a evitar reviver essas angústias, o bebê faz uso de manobras de defesa muito primitivas e que, portanto, não incluem o contato com a alteridade. Uma dessas manobras é a invulnerabilidade, apresentada pelas crianças autistas. A partir deste pensamento objetiva-se buscar compreender a
etiologia do autismo, entendendo como se deram os cuidados nesta primeira fase da vida e porque foi necessário recorrer à defesa pelo isolamento. A compreensão desta etiologia leva à ampliação das possibilidades clínicas com sujeitos autistas e
evidencia-se que, com o manejo adequado, o setting analítico pode fornecer a confiança e a sustentação (holding) que não foram experimentadas nos primórdios da vida, possibilitando a retomada dos processos de desenvolvimento. O objetivo deste
estudo é discutir a etiologia do autismo na teoria winnicottiana, assim como o papel do analista nesta clínica singular.
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GUEDES, Isabella Vieira de Macedo. A relação mãe-bebê e a etiologia do autismo: reflexões a partir da psicanálise winnicottiana. 2012. 54 f. Monografia (Graduação em Psicologia) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2012.