Por uma outra clínica: o cuidado não opressivo como desafio de uma ética em movimento
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No presente trabalho, discuto o que pode a clínica psicológica oferecer para romper com
seu lugar histórico de ser um dispositivo de correção moral. Proponho que cuidar sem
oprimir é, mais do que um avanço da classe dos clínicos, tarefa cotidiana de cada
profissional que escolhe a clínica como campo de trabalho. Portanto, fazer clínica tem
como marca uma ética em permanente construção e que não se resolve ao seguir
acriticamente um conjunto de princípios. A fim de ampliar as discussões sobre ética,
pensarei o encontro da clínica com contextos em que ela encontra limites: o encontro
com modos de subjetivação estranhos ao projeto moderno de indivíduo centrado e
racional. Tomarei a minha experiência de estágio num Centro de Atenção Psicossocial
(CAPS) do Distrito Federal como material de discussão: do encontro da clínica com o
estranho e uma dimensão política que considero importante de ser pensada pelos
profissionais em formação.