O papel da brincadeira no desenvolvimento infantil e no contexto escolar

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As crianças preenchem uma grande parte do seu tempo com brincadeiras. Esse é um fato que pode ser percebido independentemente da época ou da cultura na qual elas estão inseridas. A importância dessa atividade para o desenvolvimento infantil já foi muito discutida e o entendimento de que há desenvolvimento durante a brincadeira é consenso entre vários teóricos (Vigotski, 2008; Wajskop, 1995). Segundo Tunes e Tunes (2001), a brincadeira faz parte do mundo infantil principalmente pelo fato de que os mamíferos em geral são essencialmente seres sociais e não nascem com capacidade para sobreviver sem auxílio. Assim, o filhote deve desenvolver ao longo da sua infância uma série de habilidades e capacidades para que possa chegar à vida adulta e para que possa sobreviver. Segundo Wajskop (1995), a brincadeira traz vantagens sociais, cognitivas e afetivas para o desenvolvimento da criança, mas a criança não brinca pela necessidade de desenvolvimento, esse não é o real motivo que provoca essa atividade. De acordo com Vigotski (2008), a brincadeira de faz-de-conta surge na vida da criança por volta dos três anos de idade, quando uma série de desejos e necessidades irrealizáveis surge, devido a sua vontade de participar do mundo adulto, do qual foi retirada quando, historicamente, passou a ser percebida como um ser que necessita de atenção especial e de proteção. O objetivo deste estudo foi analisar que papel a brincadeira ocupa no desenvolvimento infantil, analisando qual a motivação da criança para o ato de brincar. Buscou-se analisar também o papel da educação na vida infantil, fazendo uma crítica ao atual modelo educacional e à utilização da brincadeira no contexto escolar como forma de atrair os alunos para a sala de aula.

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