Sexualidade na velhice: mito e realidade
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O envelhecimento populacional é um fenômeno cuja proporção vem aumentando cada vez
mais no Brasil. No entanto, apesar do aumento da população idosa, a sociedade ainda nutre
crenças acerca da sexualidade na velhice. Sendo assim, a presente pesquisa levantou o
seguinte problema: O mito relacionado à velhice assexuada faz parte da realidade de um
pequeno grupo de mulheres idosas? A partir disso, o objetivo geral consiste em refletir sobre
o fenômeno da sexualidade na velhice, especialmente, a repercussão do mito da velhice
assexuada em um pequeno grupo de mulheres idosas. Tendo como base o problema
levantado, foi elaborada uma pesquisa, cuja amostra é composta por seis mulheres dentre a
faixa etária de 60-70 anos, que atendessem os seguintes critérios: autonomia, capacidade
cognitiva preservada, locomoção e estar em processo terapêutico. Em seguida, os dados foram
coletados através da realização das entrevistas com as participantes. Os resultados obtidos
foram analisados e interpretados através do método Análise de Conteúdo. Baseado nas
categorias estabelecidas pode–se concluir que o grupo de seis mulheres idosas apresenta uma
boa freqüência sexual; o desejo sexual mantém-se o mesmo; apresentam um relacionamento
sexual relativamente satisfatório; valorizam a obtenção de prazer, o amor e sentimentos
relacionados ao casal como condições para uma relação sexual satisfatória; e não acreditam
no mito da velhice assexuada. Logo, esse pequeno grupo de entrevistadas admitem que a
prática da sexualidade na velhice é adequada, confirmando a importância da expressão da
sexualidade em suas vidas.