Meu Deus, por que eu fiz isto? Um estudo de caso sobre transtorno bipolar
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A presente produção tem como objetivo fazer um levantamento teórico sobre o Transtorno de
Humor Bipolar e suas conseqüências, bem como um estudo de caso, identificando os aspectos
psicossociais do sujeito em sofrimento psíquico. A seguir é discutido a importância da
interação do sujeito, família e profissionais em saúde mental. Entendendo que a dor é uma
experiência subjetiva, o que significa que a patologia, no seu aspecto orgânico, não é o único
fator que determina a forma individual dessa experiência. Importantes fatores psicológicos e
sociais interagem com os fatores físicos alternando essa vivência, sendo variável a maneira
como essa interação ocorre em cada indivíduo. Estes fatores influenciam o curso da doença, a
qual está associada com alguns estressores familiares, sociais e ocupacionais, especialmente
quando o tratamento farmacológico não é realizado de forma continuada. Também se discute
a importância da integração de todos os profissionais envolvidos e o respeito mútuo das
diferentes especialidades no tratamento da bipolaridade, buscando, sobretudo o bem-estar do
indivíduo. Desta forma, o presente trabalho optou por realizar um estudo de caso que mostra
uma paciente com o diagnóstico de transtorno de humor bipolar. A coleta de dados realizou-se
na forma de entrevistas semi-estruturadas com duas pessoas: a paciente e o seu cônjuge. As
entrevistas foram gravadas e transcritas para análise de dados. Os resultados das entrevistas
apontam para a importância de um tratamento adequado, bem como uma necessidade de uma
interação eficiente entre os profissionais de atenção a saúde mental, tornando-se um grande
desafio a ser superado por todos. Outro aspecto observado foi concernente ao episódio
maníaco, o qual foi considerado pela família como o período de maior dificuldade,
provocando um imenso sofrimento psíquico ao sujeito e a família.