A obstinação terapêutica e a morte digna: uma análise da autonomia da vontade do paciente pediátrico
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O presente trabalho faz uma análise crítica sobre a morte digna e a
obstinação terapêutica focalizando especificamente a criança e o adolescente. Ao conceituar
distanásia, eutanásia e ortotanásia e suas ligações com a medicina paliativa e a tecnologia no
prolongamento da vida, aborda-se o papel da bioética e do biodireito no tratamento das
questões éticas e jurídicas envolvidas. A morte é apresentada nas perspectivas filosófica,
científica e jurídica com o intuito de abraçar os principais institutos jurídicos existentes no
ordenamento jurídico brasileiro onde está apoiada a doutrina da proteção integral à criança e
ao adolescente. Estuda-se, ainda, o princípio da dignidade da pessoa humana e o princípio da
autonomia da vontade, ressaltando a supremacia de ambos em relação aos tratamentos e
procedimento médicos e a importância da participação do paciente pediátrico nas tomadas de
decisão.