Cadastro e adoção pronta: formalidade versus afetividade
Loading...
Files
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
DOI
Abstract
Esta pesquisa tem por objetivo demonstrar a viabilidade do reconhecimento jurídico
da adoção pronta perante o sistema normativo atual, por meio de uma análise de
princípios constitucionais, da razoabilidade da interpretação e aplicação judicial
nestes casos, tendo o princípio da afetividade como parâmetro condutor na
realização do direito à adoção pronta. Em decorrência da omissão da lei quanto ao
assunto, fica a cargo dos magistrados a análise do caso concreto, por vezes
havendo decisões que condicionam a adoção à prévia inscrição no cadastro de
adotantes, outras vezes decidindo-se pela possibilidade de adoção com a dispensa
do cadastro, em razão da preexistência de vínculo de afetividade entre o menor e o
guardião fático que pretende sua adoção. O trabalho aborda posicionamentos
doutrinários e jurisprudências que demonstram a divergência sobre o assunto,
sobretudo devido à interpretação que se confere ao §13, do artigo 50 do Estatuto da
Criança e do Adolescente, ora entendido como rol taxativo para a dispensa do
cadastro de adoção, ora visto sob uma perspectiva mais ampla, que possibilita a
adoção, sem necessidade de cadastro, por quem já detém a guarda fática de
menores, tendo em vista o melhor interesse da criança e do adolescente.