União estável putativa e sua constitucionalidade
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Esta monografia tem por objetivo a demonstração de um possível reconhecimento da união
estável putativa oriunda de uniões paralelas à união estável. Analisando a parte histórica,
desde a união de fato que era a única forma de constituir família, verificou-se a forte
intervenção do poder da Igreja Católica, vindo a influenciar para o nascimento do casamento
como a forma mais adequada à época. Por essas razões foram postas as características do que
seria uma entidade familiar, entretanto, na ausência dessas propriedades, não era considerado
como casamento, em repudio aquilo que não se enquadrava no contexto da política da igreja.
Confere-se que o desenvolvimento quanto à concepção de família, mormente a participação
da igreja, paralelamente às evoluções culturais, reflete no comportamento da sociedade
contemporânea no que envolve o direito de família. Com base nos princípios norteadores do
tema, também se indaga a possibilidade do concubinato integrar o instituto de família e, por
consequência, receber a proteção do Estado. Com essas considerações tem-se a grande
problemática deste trabalho. Feito uma análise dos relacionamentos adulterinos, foi possível
observar as divergências doutrinárias e jurisprudenciais nos casos em comento. Por fim, frente
à relevância do papel da união estável reconhecida em lei, aponta-se o possível
reconhecimento da união estável putativa, assinalando a visão sobre a responsabilidade do
Estado e o limite de sua intervenção.