A constituição da maternidade frente a iminência de morte do filho recém-nascido
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Este trabalho tem como objetivo tecer uma compreensão acerca de como se dá a construção da maternidade em mães primíparas com filhos recém-nascidos em cuidados paliativos em fase de terminalidade no ambiente de uma unidade de cuidados intensivos (UTI) neonatal. A questão norteadora deste trabalho foi: como se tornar mãe, na sua primeira experiência enquanto tal, diante da iminência de morte do filho recém-nascido? A constituição da maternidade diante do paradoxo do nascimento e da morte foi estudada a partir do método de revisão bibliográfica da literatura psicanalítica sobre os temas da construção psíquica da maternidade, relação mãe-bebê e luto, privilegiando Freud e Winnicott. Os resultados das discussões apontaram que as mães mesmo diante da traumática realidade da morte prevista do filho podem se constituir enquanto tal e sustentarem o exercício da maternagem por meio de um espaço psíquico intermediário entre essa realidade e seu mundo interno (fantasias, expectativas, idealização do filho e da maternidade) o qual facilitará a utilização de outros recursos psíquicos necessários para o exercício da função materna, tais como a identificação, a adaptação às necessidades do bebê por meio do estado de preocupação materna primária. Concomitante a essa constituição materna se dará o trabalho de luto, o qual não impossibilitará o estabelecimento da relação mãe-bebê e ocorrerá de modo a viabilizar a construção e preservação de uma lembrança de vitalidade desse filho.
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Citation
CARVALHO, Aleida Oliveira de. A constituição da maternidade frente a iminência de morte do filho recém-nascido. 2017. 51 f. Monografia (Especialização em Teoria Psicanalítica) – Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017.