O dilema organizacional entre as abordagens de exploitation e exploration: um estudo de caso no setor têxtil brasileiro
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Em ambiente de constantes mudanças e complexidade crescente, e em busca
de vantagens competitivas duradouras, as organizações enfrentam o dilema
entre investir no presente, aprimorando a eficiência do seu negócio atual
(exploitation); e investir no futuro, inovando-o ou explorando novos negócios
(exploration). Em outras palavras: (i) tornar-se melhor e melhor no que já faz
bem ou (ii) buscar diferencial competitivo a longo prazo e diversificação no
negócio. A inércia que a primeira decisão gera dificulta adquirir flexibilidade para
adaptação a ambiente externo adverso, mutável e complexo. No entanto, a
trajetória do investimento é conhecida e esperado a curto prazo. A segunda
opção direciona a trajetória do negócio a um novo e desafiante caminho, mas
exige investimento elevado e aporte de capacidade compatível com a dimensão
da ação exploratória ou inovadora. Além disso, o retorno do investimento é
imprevisível, desconhecido e incerto. E, em sua maioria, ocorre a longo prazo.
Por lidar com recursos escassos e com a necessidade urgente de gerar
vantagem competitiva sustentável para garantir a sobrevivência do negócio, a
decisão estratégica não é tarefa fácil. Para cada opção, há impactos, riscos e
oportunidades distintos. Mas também pode gerar novas oportunidades para
investimentos futuros ou melhorias para os atuais. Considerando o dilema de
decidir-se entre dois mecanismos estratégicos, este estudo de caso qualitativo
avalia o papel de cada mecanismo selecionado (exploration ou explotation) por
uma empresa têxtil brasileira na criação de vantagem competitiva a longo prazo,
bem como os impactos provocados no desempenho organizacional e
stakeholders. A análise dos dados coletados sugere que há geração de ativos
tangíveis e intangíveis em ambos os mecanismos estratégicos (exploitation,
exploration) capazes de assegurar vantagem competitiva a longo prazo para
uma empresa. Porém, a relação entre o valor competitivo adquirido e o impacto
no resultado econômico varia e mostra-se dependente do momento em que se
encontra a empresa (curva do ciclo de vida), das capacidades existentes
(tecnológica, pessoas e capital), do equilíbrio entre as ações de ambos os
mecanismos utilizados e também da gestão coordenada das ações estratégicas
implantadas, fatores que, se mantidos em níveis adequados e exigidos pelos
objetivos corporativos, proporcionam flexibilidade estratégica e capacidade de
absorção das variáveis ambientais à empresa, permitindo-a sobreviver em um
ambiente mutável e complexo, obter resultados favoráveis ao negócio vigente e
estimular novos negócios em desafios futuros.
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Citation
CARVALHO, Leidenara Costa. O dilema organizacional entre as abordagens de exploitation e exploration: um estudo de caso no setor têxtil brasileiro. 2017. 152 f. Monografia (Pós-Graduação) - Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017.