A sociolinguística e o ensino da Língua Portuguesa em escolas públicas e privadas

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Este trabalho de pesquisa se debruça sobre a questão de como o professor de língua portuguesa lida com a diversidade linguística em sala de aula. A proposta foi investigar inicialmente se o professor trabalha com questões de variação em sala, tentando compreender como ele mesmo (docente) se posiciona em face de como seus alunos utilizam a língua em suas muitas possibilidades de realização. O trabalho, de cunho qualitativo, foi desenvolvido inicialmente por meio de pesquisa bibliográfica, com a finalidade de compor o arcabouço teórico que serviu de pano de fundo para a pesquisa. Além disso, realizou-se uma pesquisa de campo constituída da observação de aulas em escolas públicas e particulares e da coleta de dados por meio da aplicação de questionários e de entrevistas, cujo objetivo foi o de investigar a contribuição dos pressupostos teóricos da Sociolinguística nas aulas de Língua Portuguesa. Avaliou-se especificamente as terceiras séries do ensino médio. Para a constituição da análise, considerou-se principalmente Bortoni-Ricado (2004); Scherre (2005); Bagno (2009); e Castilho (2010). Trata-se de pesquisa de base etnográfica, de metodologia essencialmente qualitativa e interpretativa. O estudo revelou que a grande maioria dos alunos não tem acesso à reflexão sobre os pressupostos da sociolinguística no cotidiano escolar e muitos deles se sentem discriminados pela maneira como usam a língua, principalmente em sala de aula. As conclusões finais foram que, como se imaginava de início, os professores – apesar de terem recebido formação sobre a questão – não agem de modo a avaliar a variação como realidade e discriminam os usos da língua que representam um desvio daquilo que se chama norma padrão.

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