Perfil antropométrico e de composição corporal de mulheres com reganho de peso no pós-operatório tardio de Gastroplastia redutora em Y de Roux
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Um dos fatores que limitam o sucesso da cirurgia bariátrica é o reganho
de peso, que refere-se ao ganho de peso pós-cirúrgico em relação ao menor peso
alcançado. A forma como o conjunto de fatores relacionados ao processo de
emagrecimento interagem é que determina os resultados da cirurgia sobre o peso e
composição corporal, em curto e em longo prazo. Nesse sentido, o presente estudo
tem como objetivo avaliar o perfil antropométrico e de composição corporal de
mulheres com reganho de peso no pós-operatório tardio de gastroplastia redutora
em Y de Roux (GRYR). Trata-se de um estudo transversal, no qual foram avaliadas
34 pacientes do sexo feminino submetidas há pelo menos 24 meses à GRYR, com
reganho de peso de no mínimo 5% do menor peso alcançado após o tratamento e,
apesar de orientadas, não aderiram ao uso de suplementação protéica no pósoperatório
tardio. Resultados: No estudo, as pacientes encontravam-se com 68,8 ±
22,9 meses após a GRYR. A mediana de reganho de peso foi de 14% (min= 6%;
máx= 65,7%), associada positivamente ao tempo de cirurgia (r=0,39; p=0,023). A
média de massa gorda (%MG) foi de 45,1 ± 8,3% e de massa magra (%MM) 54,3 ±
8,1% (razão MM/MG = 1,1 ± 0,2). Conclusão: Preservar a MM em pacientes
bariátricos parece ser fundamental para manter o GER e evitar reganho de peso.
Mesmo aqueles pacientes com consumo proteico insuficiente podem se beneficiar
com exercícios resistidos visando adequação da composição corporal.