Saúde nutricional infantil: papel do estado e/ou escolha e responsabilidade da família?
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Partindo da premissa que a criança, segundo os estudiosos, não tem total
capacidade de discernimento do que está ingerindo, pretende-se por meio da
realização deste trabalho, analisar o grau de aceitação e conhecimento dos pais e/ou
responsáveis por crianças com ações e iniciativas do Poder Público. O objetivo é
verificar a influência do brinde na escolha, na compra e consumo das crianças, de
acordo com a percepção de pais e responsáveis. Trata-se de estudo descritivo
transversal e a pesquisa foi realizada com 60 adultos acompanhados de 84 crianças
entre 2 a 12 anos, escolhidos aleatoriamente e entrevistados a saída de
estabelecimentos de fast food, localizados no plano piloto. A análise dos dados do
questionário aplicado com 60 pais e/ou responsáveis pelas crianças, objeto da
pesquisa, permitiu visualizar o excesso de compras de alimentos do tipo fast-food, em
detrimento do brinde chegando a um total de 59 (98,3%) dos entrevistados, a falta de
conhecimento dos entrevistados alcançaram 45 (70%) acerca das quantidades
excessivas de sódio, açúcar e gordura e a aprovação 49 (81,6%), por parte dos
entrevistados acerca de iniciativas públicas voltadas a regular o marketing nas redes
fast-food. Fica a impressão com a tabulação dos dados, que as indústrias alimentícias
do tipo fast-food, juntamente com a mídia e marketing, enquanto elementos de criação
de mecanismos capazes de enganar, ludibriar e viciar direta e indiretamente, uma
grande parcela de seu público alvo, na qual as crianças compõem talvez o maior delas,
querem forçar a criação de novos hábitos, confrontando modelos alimentares com
dietas típicas, de cada região, buscando eliminá-las ou menos, infiltrarem-se no
cardápio, esperando uniformizar as sociedades desenvolvidas e subdesenvolvidas em
torno do fast-food, da correria do cotidiano, da falta de tempo dos pais e mães com
seus filhos e suas respectivas condições de saúde. Por fim foi possível verificar que
existe sim um grau de prioridade, segundo a opinião dos pais ou responsáveis no
cuidado com a saúde nutricional infantil, mas que cada entidade exerce um papel
fundamental, na construção de um todo, o ser humano.