A fragmentação como legado colonialista na Síria
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Esta monografia tem como intuito analisar as causas do conflito armado
iniciado na Síria em 2011, que tem impactado a sociedade internacional com o fluxo
intenso de refugiados e com a questão do terror, em razão do fortalecimento do
Estado Islâmico. O foco do trabalho, portanto, recai sobre busca das causas da
atual crise humanitária e, para tanto, utilizou-se de uma investigação histórica desde
o passado colonial até os dias atuais, a partir de uma crítica fundada na teoria póscolonialista.
O legado do colonialismo francês será essencial para se entender os
elementos que contribuíram para a longa permanência no poder do Partido Ba’ath e
dos Assads, e para a fragmentação política, econômica e social do Estado. Nesse
sentido, destacam-se a conformação territorial, a indevida consideração da
diversidade religiosa, a crise de identidade, o autoritarismo e a ilegitimidade do
poder fundado no medo como elementos derivados do passado colonial, os quais
somados culminam no referido processo de fragmentação. Essa fragmentação
social, econômica e política do Estado sírio, cada vez mais destroem o país, e tudo
indica que sua restauração será um processo longo e doloroso.
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SALAMEH, Zena. A fragmentação como legado colonialista na Síria. 2016. 61 f. Monografia (Graduação) - Faculdade de Ciências da Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2016.