O reposicionamento da Rússia no novo cenário político internacional
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Este trabalho mostra inicialmente que a implosão do comunismo na União Soviética, em 1991, algo que era considerado impossível pela grande maioria das pessoas, pode ser entendido com a análise do processo histórico que vai do czarismo ao pós-stalinismo e com o estudo da conjuntura enfrentada pelo país na época da perestroika, quando o entrelaçamento de fatores domésticos (estagnação econômica, atraso tecnológico) e internacionais (corrida armamentista, explosão de nacionalismos) tornou inviável a continuidade do modelo político, econômico e social então existente.
Em seguida, procura descrever as estratégias adotadas pela Rússia para se adaptar a uma realidade em acelerado processo de mudança, quando perdeu o status de principal república da extinta União Soviética, uma das superpotências nucleares e líder do Pacto de Varsóvia e do COMECON, passando à situação de país emergente, cercado por vizinhos ligados à OTAN e à União Européia.
Ao longo do texto, evidenciamos que a participação da União Soviética e, depois, da Rússia na comunidade internacional foi sempre afetada pelas suas constantes e grandiosas transformações internas, o que leva ao questionamento sobre a aplicabilidade dos postulados da Teoria Realista das Relações Internacionais ao caso estudado, principalmente quanto à hipótese de que cada Estado se apresenta, na arena do Sistema Internacional, como uma espécie de “caixa preta”, em que não se distinguem claramente os condicionantes internos de sua atuação.
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GONÇALVES, Bruno de Freitas Santos. O reposicionamento da Rússia no novo cenário político internacional. 2004. 103 f. Monografia (Graduação) - Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2004.