Impacto da reabilitação compartilhada nos eventos cardiovasculares em doença coronariana crônica: revisão sistemática
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OBJETIVO: Analisar as evidências científicas sobre o impacto da reabilitação compartilhada nos eventos cardiovasculares em pessoas com doença coronariana crônica. MÉTODOS: Revisão sistemática qualitativa, produzida em 2026, conduzida conforme recomendações do Joanna Briggs Institute e diretrizes PRISMA. Utilizou-se a estratégia PICO (P: pacientes com doença coronariana crônica; I: reabilitação compartilhada; C: não aplicável; O: eventos cardiovasculares), com a pergunta norteadora: “Quais são as evidências científicas sobre o impacto da reabilitação compartilhada nos eventos cardiovasculares em pacientes com doença coronariana crônica?”. As buscas ocorreram nas bases PubMed, Medline e Cochrane Library, com literatura cinzenta no Google Acadêmico. Incluíram-se estudos completos, dos últimos cinco anos, acesso livre, todos os idiomas, que abordassem reabilitação cardiovascular compartilhada e eventos cardiovasculares. Excluíram-se estudos sem relação com doença coronariana crônica, sem estratégias de reabilitação/cuidado compartilhado ou sem eventos cardiovasculares como desfecho. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram incluídos 12 estudos. A reabilitação compartilhada demonstrou benefícios na capacidade funcional, adesão, redução do sedentarismo, controle de fatores de risco e continuidade do cuidado, especialmente por meio de modelos híbridos, tecnologias digitais, telemonitoramento, aplicativos, dispositivos vestíveis e exercícios personalizados. Contudo, os achados apontam predomínio de desfechos intermediários, heterogeneidade dos protocolos e limitação de evidências sobre eventos cardiovasculares maiores em longo prazo. CONCLUSÃO: A reabilitação compartilhada contribui indiretamente para a prevenção de eventos cardiovasculares ao melhorar funcionalidade, comportamento físico e adesão, embora ainda exija estudos multicêntricos, padronização metodológica e seguimento prolongado.