O fotojornalismo e o entretenimento: das guerras as celebridades
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Abstract
Nesta monografia se analisa o papel do fotojornalismo como um instrumento de
entretenimento do grande público, isto é, a função de entretenimento desempenhada
pela fotografia nos meios de comunicação de massa na era da indústria cultural.
Partimos da hipótese de que a fotografia, introduzida nos meios de comunicação com o
intuito de registrar a realidade, não tem o papel único de ilustrar os fatos descritos no
texto, mas tem também a função de entreter o leitor. Foi realizada uma análise
preliminar sob o ponto de vista histórico e conceitual da transformação do papel da
fotografia desde sua inserção nos meios de comunicação, baseada em livros sobre a
história da fotografia e a introdução do fotojornalismo nos meios de comunicação de
massa; posteriormente fizemos um estudo sobre as teorias derivadas da indústria
cultural e da indústria do entretenimento. Aplicamos estas teorias à prática analisando
fotografias da guerra do Iraque veiculadas na revista VEJA de março de 2003,
escolhidas propositadamente para ilustrar que mesmo se tratando de um fato trágico,
como uma guerra, as fotos, de uma certa maneira, entretêm o leitor. Finalmente,
analisamos o papel alienador da fotografia uma vez que ela, na maioria dos casos,
retrata uma visão da realidade imediata e aparente, afastando do receptor da
mensagem a reflexão e a construção de um juízo de valor mais aprofundado sobre o
assunto. Na elaboração deste estudo utilizamos o método dedutivo-abdutivo, de
recensão bibliográfica, além do estudo de caso e entrevista. A conclusão desta
monografia não tem como objetivo chegar a uma idéia definitiva sobre o tema, mas sim,
chamar a atenção sobre alguns pontos importantes sobre o papel do fotojornalismo
como entretenimento no mundo atual.