Judicialização da política no âmbito das comissões parlamentares de inquérito: o uso de instrumentos jurídicos para garantia de direitos fundamentais
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O objetivo do trabalho é investigar a maneira como o Poder Judiciário intervém nas
Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para equilibrar a proteção de direitos
fundamentais e a efetividade do controle parlamentar. Para tanto, avalia-se como a
Justiça atua ao delimitar a competência investigativa do Legislativo, definindo, por
exemplo, as possibilidades de convocação de testemunhas ou investigados e a
garantia ao silêncio. No decorrer da análise, observa-se que a fiscalização
parlamentar encontra entraves nos limites constitucionais impostos aos poderes das
CPIs, a fim de evitar eventuais abusos, como a violação de garantias individuais.
Nesse aspecto, decisões históricas do Supremo Tribunal Federal (STF) evidenciam a
importância de instrumentos jurídicos, como o habeas corpus e o mandado de
segurança, para corrigir excessos e assegurar o devido processo legal. Além disso, o
estudo ressalta que a judicialização não impede a função fiscalizadora das CPIs, mas
funciona como mecanismo de contenção de possíveis desvios na investigação. São
identificados conflitos institucionais quando o Judiciário é chamado a arbitrar
controvérsias políticas, o que, por vezes, gera percepções de interferência excessiva
em matérias próprias do Parlamento. No entanto, a jurisprudência indica que a
intervenção judicial, nesses casos, ocorre como salvaguarda de direitos, legitimando
o processo investigatório e preservando a harmonia entre os poderes.
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SILVEIRA, Lucas Garcia. Judicialização da política no âmbito das comissões parlamentares de inquérito: o uso de instrumentos jurídicos para garantia de direitos fundamentais. 2025. Trabalho de Conclusão de Curo (Bacharelado em Direito) - Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2025.