Tempo de tela, desenvolvimento cerebral e sintomas ansiosos na infância e adolescência: uma revisão narrativa da literatura

Abstract

A presença crescente de dispositivos digitais no cotidiano de crianças e adolescentes tem despertado atenção quanto aos seus possíveis efeitos sobre o desenvolvimento neuropsicológico e a saúde mental. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar criticamente as evidências científicas acerca da associação entre o tempo de tela e a ocorrência de sintomas ansiosos na infância e adolescência, além de discutir possíveis mecanismos neurobiológicos e fatores mediadores envolvidos nessa relação. Para isso, realizou-se uma revisão narrativa da literatura com base em artigos científicos indexados nas bases de dados PubMed, Scopus e SciELO, utilizando os descritores screen time, child development, anxiety e digital media, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2019 e 2025, totalizando quinze artigos após a aplicação dos critérios de elegibilidade, além de documentos institucionais e literatura teórica de referência. De modo geral, os achados indicam que um maior tempo de exposição às telas está associado a piores indicadores de bem-estar emocional, incluindo maior frequência de sintomas ansiosos. Entretanto, a predominância de estudos com delineamento observacional limita a inferência de causalidade. Aspectos como privação de sono, sedentarismo e redução das interações sociais presenciais foram frequentemente apontados como possíveis mediadores dessa associação. Conclui-se que, embora haja evidências de associação entre o uso excessivo de telas e desfechos negativos no desenvolvimento infantil, ainda não é possível estabelecer uma relação causal definitiva, sendo mais adequadas abordagens que priorizem o uso moderado, a supervisão parental e a educação digital.

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SILVA, Juliana Mota; CAIXETA, Pedro Paulo Pereira. Tempo de tela, desenvolvimento cerebral e sintomas ansiosos na infância e adolescência: uma revisão narrativa da literatura. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 9, n. 3, p. 01-12, 2026. DOI:10.34119/bjhrv9n3-081. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/87591.

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