Homossexualidade: constituição ou construção?

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O presente trabalho tem como objetivo investigar os fatores determinantes da homossexualidade, tendo em vista esclarecer sua natureza, se inata ou construída. Para tanto, foi feita uma abordagem biopsicossocial, dando ênfase à perspectiva psicanalítica, particularmente à teoria freudiana. Realizou-se inicialmente uma pesquisa histórica a respeito da questão. Alguns estudiosos têm realizado pesquisas com o intuito de desvelar o caráter inato da homossexualidade, que seria decorrente de algum tipo de desordem genética. Entretanto, o discurso psiquiátrico atual postula que esse tipo de orientação sexual não seria um transtorno mental. Tal concepção está expressa no manual de psiquiatria vigente, o DSMIV – Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. Do ponto de vista sociocultural, a homossexualidade seria uma construção cultural, fruto de uma relação dialética entre o indivíduo e o meio social em que se insere. Para a Psicanálise não haveria uma psicopatologia nas tendências homoeróticas; na verdade, trata-se de um modo de funcionamento objetal e identificatório diferente dos que se situam como heterossexuais. Portanto, não é algo passível de cura. O Conselho Federal de Psicologia, compactuando com tal concepção, em recente normatização estipula que a prática psicológica não pode ser direcionada para um redimensionamento da posição homossexual. Por fim, entre as argumentações socioculturais, biomédicas e psíquicas, constata-se a multifatorialidade e sua inter-relação na determinação da homossexualidade.

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MESQUITA, Teresa Cristina Mendes de. Homossexualidade: constituição ou construção? 2008. 79 f. Monografia (Graduação em Psicologia) – Faculdade de Ciências da Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2008.

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