O romance Senhora: a conjugalidade utilitária e a identidade fragmentada do homem pós-moderno
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Esta pesquisa analisa a obra senhora, de José de Alencar. A trama desenvolvida
neste romance gira em torno do casamento por interesse. O autor desenvolve o
enredo de maneira requintada, com uma linguagem rebuscada, de cenários
belíssimos em torno da natureza, como é próprio do Romantismo. As cenas de idas
e vindas mostram o conflito vivido pelo casal, pois Aurélia não perdoa o marido pelo
abandono no passado, com isso ela o coloca na posição de mercadoria. Ele, por sua
vez, busca a sua dignidade, procurando libertar-se do martírio que ele próprio
causou. Em resumo, a obra desenvolve as contradições amorosas que permeiam os
relacionamentos, levando-os à fragmentação do ser. Com isso pode-se afirmar que
há um diálogo entre a obra e a sociedade pós-moderna, pois o sujeito da
modernidade tardia é um sujeito fragmentado e essa fragmentação está presente na
obra, por meio dos protagonistas. O estudo tem por âncora os teóricos Anthony
Giddens, Stuart Hall, José Teixeira Coelho Neto, Zygmunt Bauman, Antônio
Cândido, Afrânio Coutinho, Antônio Soares Amora e outros.