Refúgio infantil: o papel da Operação Acolhida na proteção de crianças refugiadas desacompanhadas
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Diante do contexto de instabilidade política e de transgressões aos direitos humanos, em
2021, a Venezuela emergiu como o segundo país com maior fluxo migratório, impulsionando
um considerável número de indivíduos a buscar refúgio no Brasil. A possibilidade de solicitar
o instituto do refúgio no território brasileiro está prevista pela Lei Brasileira de Refúgio (Lei
n° 9.474/1997). O aumento significativo da entrada de refugiados venezuelanos no país,
incluindo crianças desacompanhadas da família, levou o Governo Federal a instituir a
Operação Acolhida, em 2018. Essa iniciativa humanitária foi concebida para proporcionar
assistência aos refugiados da Venezuela, que adentram o território brasileiro através da
fronteira do estado de Roraima. Este artigo possui o objetivo de analisar a eficácia da política
humanitária brasileira no que tange à proteção e regularização das crianças refugiadas
desacompanhadas da família, por meio da avaliação da performance da Operação Acolhida,
entre os anos de 2018 a 2023. Este estudo realizou uma revisão bibliográfica, examinando a
literatura existente e os dados relativos às crianças desacompanhadas na Operação Acolhida.
Nesse sentido, o trabalho conclui sobre a necessidade de aprimoramento das instituições
brasileiras de proteção às crianças refugiadas. Desse modo, o propósito da pesquisa é
incentivar um diálogo sobre os direitos das crianças refugiadas, à luz das disposições legais
nacionais e internacionais.
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MAGALHÃES, Natália Maria Oliveira. Refúgio infantil: o papel da Operação Acolhida na proteção de crianças refugiadas desacompanhadas. Revista de Egressos e Acadêmicos de Direito do Centro Universitário de Brasília: READ, Brasília, v. 1, n. 1, 2026.