Fragmentação e porosidade em regimes burocráticoautoritários: uma análise da política exterior do Brasil na Guerra das Malvinas e sua neutralidade não equidistante
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Análise da política externa brasileira durante a Guerra das Malvinas. Este trabalho tem
como objeto de pesquisa a formulação da política externa brasileira no conflito da Guerra das
Malvinas de 1982, a partir da existência de uma possível fragmentação do Estado no que
concerne ao processo de formulação da política externa e sua consequente capacidade de
sofrer influências de variados atores nesse processo de formulação política. Este trabalho tem
como foco analisar em que medida a política externa é passível de sofrer influências de outras
burocracias dentro do Estado e de elites e grupos de interesses externos ao Estado. O caso
analisado será o da Guerra das Malvinas, no qual a política externa brasileira será analisada
sob três visões diferentes: uma realista, uma baseada em conceitos brasileiros oriundos da
experiência de inserção internacional desse país, e uma análise da política burocrática no
Estado brasileiro, considerando suas burocracias. O objetivo deste trabalho é averiguar se,
apesar de se tratar de um Estado Burocrático-Autoritário, marcado pela centralização do poder
decisório, o processo de formulação da política externa para a Guerra das Malvinas foi, de
fato, centralizado no Itamaraty e na Presidência da República, ou foi influenciada por outros
atores, que não o das burocracias geralmente pertinentes.