Linguagem sexista na Língua Portuguesa: norma e uso
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Este trabalho de pesquisa desenvolveu uma análise das normas gramaticais em
relação aos gêneros masculino e feminino, com o objetivo de verificar como as
regras estabelecidas sobre o emprego do gênero masculino diante de nomes
biformes – selecionado para representar o conjunto expresso pelos gêneros
masculino e feminino – podem reforçar a desigualdade entre homens e mulheres,
ainda presente na sociedade brasileira contemporânea. Para tanto, foram analisadas
as práticas sociais de emprego da norma padrão da língua escrita no Brasil, em um
artigo da Constituição Brasileira de 1988, em textos de livros didáticos e em um
editorial de grande circulação, tendo três manuais da língua portuguesa como
referência teórica e os aspectos ideológicos como referência sócio-histórico-cultural
das redes sociais. Foi possível constatar, a partir desta pesquisa, que o tratamento
dado às questões de gênero, tanto pela norma quanto pelo uso sociointeracional da
língua, corrobora para a manutenção dos aspectos sexistas, percebido em diferentes
discursos presentes na sociedade: jurídicos, didáticos, midiáticos e normatizadores.