A produção de sentidos subjetivos em hipertensos e nos seus familiares
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Esta monografia apresenta como tema central em seu escopo teórico a produção
do sentido subjetivo em relação ao processo saúde-doença em sujeitos hipertensos
e em seus familiares. Busca conhecer como se produzem e se articulam os
sentidos subjetivos e seus desdobramentos frente à doença, na perspectiva do
paciente como também do familiar de hipertenso. Para tal, fundamenta-se na
Teoria da Subjetividade desenvolvida por González Rey e suas principais
categorias: subjetividade, subjetividade social, subjetividade individual, sujeito,
sentido subjetivo e configuração subjetiva. Analisa os processos constituintes de
saúde e doença e ancora-se na noção de que ambas desenvolvem-se como um
processo complexo, organizando-se de forma subjetiva. Nessa perspectiva adota
uma visão mais ampla que enxergue a saúde como um sistema processual,
multidimensional, plurideterminado, multireferenciado e articulado com os
processos sócio-históricos que constituem subjetividade do sujeito. A
metodologia empregada baseia-se na Epistemologia Qualitativa desenvolvida por
González Rey, embasada no conhecimento como uma produção construtivainterpretativa,
de caráter interativo e legitimado pela qualidade da expressão
particular do indivíduo. Essa proposta epistemológica permite a criação de novas
zonas de sentido, possibilitando assim, a construção de informações ao longo do
processo de comunicação, sendo que o objetivo dessa construção é dar
visibilidade à maneira como se constituem as configurações subjetivas da
hipertensão. Utilizou-se um estudo de caso envolvendo dois participantes, sendo
que pelo próprio tema da pesquisa os participantes devem possuir algum grau de
parentesco. Por fim, realizam-se algumas considerações sobre o caso analisado,
em que se pode observar a singularidade e os desdobramentos do processo saúdedoença
vividos pelos participantes da pesquisa.