Educação para alunos com necessidades educacionais especiais e a legislação brasileira
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O processo de inclusão vem “quebrar barreiras cristalizadas” em torno de grupos estigmatizados. O objetivo dessa pesquisa foi analisar a realidade do processo de inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais de séries iniciais do ensino fundamental de duas escolas públicas e duas particulares, do Plano Piloto, Brasília, Distrito Federal. A metodologia escolhida foi baseada na pesquisa qualitativa. Participaram, como sujeitos da pesquisa, coordenadoras e diretoras dessas escolas. O instrumento escolhido para a coleta de dados da pesquisa foi a entrevista semi-aberta. Os resultados da pesquisa apontaram para cinco categorias de análise: conceito de inclusão; escola e inclusão; apoio da Secretaria da Educação; preparação dos alunos para inclusão; e formação profissional. Os resultados demonstraram que, para os professores, a inclusão é inserir o indivíduo com necessidades educacionais, especiais na sociedade e em escolas regulares. Eles estão sensíveis para sua formação continuada, sabendo que o seu papel é decisivo no processo de inclusão. Ficou claro que apesar de o processo de inclusão registrar conquistas importantes, ainda persistem inúmeras dificuldades, algumas estruturais da realidade brasileira e outras específicas da educação de alunos com necessidades educacionais especiais. É feito um trabalho dentro de sala de aula com todos os alunos preparando-os para a inclusão. A partir desse estudo, percebeu-se que a sociedade ainda apresenta marcas da exclusão, cujo sentido foi construído ao longo da história. Vislumbra-se a necessidade da construção de um novo espaço adaptado à realidade dessas pessoas, surgindo assim um novo paradigma da inclusão. O reconhecimento e respeito pela diversidade são mais que um simples ato de tolerância, mas a afirmação de que a vida se amplia e se enriquece na pluralidade.