Direito internacional, populismo, demotismo e política externa nos governos Trump: entre cultura política e reconfiguração da ordem
| dc.contributor.author | Vieira, Danilo Porfírio de Castro | |
| dc.contributor.author | Favalli, Marcelo Augusto | |
| dc.date.accessioned | 2026-11-03T13:28:16Z | |
| dc.date.criacao | 2026 | |
| dc.date.issued | 2026 | |
| dc.description.abstract | O presente artigo analisa o trumpismo como expressão de uma transformação mais ampla das democracias contemporâneas e da ordem internacional, articulando dimensões culturais, políticas e estratégicas. Parte-se da hipótese de que a ascensão e a consolidação de Donald Trump não podem ser compreendidas apenas como fenômeno conjuntural, mas como manifestação de uma mudança estrutural associada ao avanço do populismo e à emergência do demotismo, conforme formulado por Jacques Barzun. Nesse contexto, o trabalho examina comparativamente o primeiro governo Trump (2017–2021), caracterizado por seu caráter disruptivo e experimental, e o segundo governo, interpretado como fase de consolidação e maior coerência estratégica. A partir dessa distinção, argumenta-se que a política externa trumpista representa uma reconfiguração das tradições clássicas da diplomacia americana, nos termos da tipologia de Walter Russell Mead. Observa-se a predominância de elementos jacksonianos, associados à centralidade da segurança e ao nacionalismo, combinados a dimensões hamiltonianas voltadas à defesa de interesses econômicos e à competição estratégica, em detrimento da tradição wilsoniana, marcada pelo universalismo e pelo multilateralismo. Essa recomposição resulta em uma política externa orientada pela seletividade, pelo pragmatismo e pela priorização do interesse nacional. O artigo analisa ainda a atuação dos Estados Unidos no Oriente Médio como espaço privilegiado de aplicação dessas transformações, destacando o combate ao Estado Islâmico, a política de contenção do Irã, o apoio a Israel, a dinâmica dos conflitos envolvendo Hamas e Hezbollah, bem como o papel de atores como Qatar, Turquia e as monarquias do Golfo. Argumenta-se que, nesse contexto, a política externa americana passa a operar não mais como instrumento de transformação normativa, mas como mecanismo de gestão de crises e de equilíbrios de poder em um ambiente marcado pela competição entre grandes potências, especialmente com China e Rússia. Conclui-se que o trumpismo deve ser compreendido como parte de uma transição mais ampla na política internacional contemporânea, caracterizada pelo deslocamento de uma ordem liberal baseada em normas e instituições para uma configuração marcada pela fragmentação, pela competição estratégica e pela centralidade da gestão de instabilidades. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.uniceub.br/handle/123456789/18186 | |
| dc.language.iso | pt_BR | |
| dc.subject | Trump | |
| dc.subject | Populismo | |
| dc.subject | Demotismo | |
| dc.subject | Política externa dos Estados Unidos | |
| dc.subject | Oriente Médio | |
| dc.subject | Ordem internacional | |
| dc.title | Direito internacional, populismo, demotismo e política externa nos governos Trump: entre cultura política e reconfiguração da ordem | |
| dc.type | Artigo |
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