Investigação sobre o tensionamento entre a Lei 13.146/15 e o novo CPC e a questão da representação: o tratamento dado à curatela
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O presente projeto tem como tema a nova Lei 13.146/2015, que institui a Lei
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, apelidada de Estatuto da Pessoa
com Deficiência e a nova autonomia dada às pessoas com deficiência. Há uma
análise inicial da evolução histórica do conceito de personalidade, tal que está
intimamente ligado à capacidade da pessoa, sendo muitas das vezes difícil distinguir
um do outro, desde as revoluções liberais, quando não havia distinção entre
capacidade e titularidade e autonomia de vontade. Durante a era contemporânea
que tem-se a distinção entre capacidade e titularidade, onde a capacidade é
entendida como a aptidão de realizar atos da vida (civil), confundida e ligada com o
conceito de autonomia de vontade. Com o advindo do novo Estatuto, varias
mudanças ocorreram no que tange a uma nova autonomia dada às pessoas
portadoras de deficiência, aumento, por consequência, sua capacidade. Dentre as
inovações, e com o advindo da reforma do Código de Processo Civil, as mudanças
que o Estatuto trouxe relacionadas com a questão da representação da pessoa são
apagadas por força da nova norma processual, criando assim uma lacuna no que se
refere a normatização do instituto da curatela, não havendo sequer uma previsão de
uso da antiga norma processual civil para preencher tal lacuna, deixando espaço
para erros e fragilidades nos procedimentos. As opções para resolução de tal
obscuridade são analisadas no decorrer deste projeto, baseando-se em decisões já
realizadas envolvendo conflitos entre normas internas e internacionais, como
também outras soluções.
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BUESS, Carlos Eduardo Carneiro. Investigação sobre o tensionamento entre a Lei 13.146/15 e o novo CPC e a questão da representação: o tratamento dado à curatela. 2017. 51 f. Monografia (Graduação) - Faculdade de Ciências Jurídicas Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017.