O posicionamento do Brasil perante às Nações Unidas, a Organização Mundial da Saúde e a Organização Mundial do Comércio durante a pandemia de covid-19: quebra dos padrões tradicionais da diplomacia nacional
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O presente artigo tem como finalidade apresentar a forma como a diplomacia
brasileira abordou os temas ligados à pandemia de Covid-19 perante às Nações
Unidas, a Organização Mundial da Saúde e a Organização Mundial do Comércio.
Em posicionamentos paradigmáticos, o país quebrou padrões tradicionais de sua
política externa em benefício de uma visão ideológica voltada a um suposto
liberalismo (econômico e político, ligado a direitos de primeira geração) e a um
alinhamento aos interesses estadunidenses. Citam-se os exemplos da oposição à
quebra de patentes da vacina, na OMC; da defesa à liberdade de ir e vir e de trabalho
em oposição ao isolamento social, ao confinamento e o direito à saúde, na ONU; e
das diversas dissidências com as orientações da OMS, além da decisão de não
requisitar a integridade de sua cota no mecanismo Covax Facility.
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Citation
RIBEIRO, Elisa de Sousa; PINI, André Mendes; SANTOS, Júlio Edstron S. O posicionamento do Brasil perante às Nações Unidas, a Organização Mundial da Saúde e a Organização Mundial do Comércio durante a pandemia de covid-19: quebra dos padrões tradicionais da diplomacia nacional. In: ALVES, Gleisse Ribeiro et al. (org.). A crise da Covid-19 no Brasil e seus reflexos. Brasília: CEUB, 2021. p. 129-155.