v. 1, n. 1, 1º sem. 2019 : [8] Collection home page

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Editorial

A publicação do Caderno Temático do Estudante de Psicologia tem como principal objetivo incentivar os estudantes a se engajarem na atividade acadêmica, além de possibilitar a divulgação de bons trabalhos produzidos no Curso de graduação de Psicologia do UniCEUB. Trata-se, na verdade, de uma espécie de coroamento dos esforços e dedicação dos alunos a diversas atividades de pesquisa desenvolvidas no decorrer do seu curso de graduação. O currículo do curso de Psicologia do UniCEUB contempla, ao longo de todo o percurso do estudante, um núcleo de várias disciplinas voltadas para sua iniciação à atividade de pesquisa. Logo nos primeiros semestres, ele tem a oportunidade de matricular-se na primeira delas, que tem como objetivo proporcionar-lhe condições para que compreenda e distinga a natureza da pesquisa qualitativa e da quantitativa, em Psicologia, ao tempo em que também é iniciado na atividade de elaborar um projeto de pesquisa. Num semestre seguinte, ele terá a oportunidade de se vincular a um projeto de pesquisa de um professor-pesquisador, que também é professor do Mestrado em Psicologia nessa IES, e executar todas as etapas da pesquisa. Ao final deste componente curricular, espera-se que entregue um relatório completo da investigação que conduziu. Seguindo, o estudante terá também a oportunidade de redigir um artigo sobre a pesquisa que realizou, sob a orientação desse mesmo professor. Assim, no decorrer de todo o curso, ele passa pelo que, comumente, é chamado de iniciação científica. Ou seja, no curso de Psicologia do UniCEUB, a iniciação científica está incorporada ao próprio currículo e é destinada a todos os estudantes. Ao chegar no último ano do curso, o estudante deverá redigir e defender uma monografia. Para tanto, no decorrer de dois períodos letivos, contará com a orientação e supervisão de um professor que o acompanhará desde a elaboração do projeto de pesquisa até sua execução, que culmina com a apresentação da monografia a uma banca de avaliadores. Como é de se esperar, em todo o percurso de iniciação e preparação dos estudantes para a atividade de pesquisa, há sempre aqueles que se destacam por seu desempenho, esforço e dedicação. Para que esse esforço e dedicação não se percam no vazio e adquiram um sentido maior para os estudantes, a Coordenação do Curso de Psicologia do UniCEUB teve a iniciativa de criar o Caderno Temático do Estudante de Psicologia. Cada caderno temático é organizado e editado pelo professor ou professores responsáveis pela orientação dos trabalhos dos estudantes, a quem cabe fazer a apresentação da edição e discorrer brevemente sobre a importância do tema tratado. O Caderno não terá uma periodicidade regular, pois depende da possibilidade de haver trabalhos suficientes para compor uma unidade temática. Ao mesmo tempo, num mesmo semestre poderá ser publicado mais de um Caderno temático, visto que há vários professores que orientam as diversas atividades de iniciação científica num mesmo semestre. Além disso, os professores organizadores poderão também incluir trabalhos de seus estudantes do Curso de Mestrado em Psicologia do UniCEUB. Com essa iniciativa, esperamos incentivar os estudantes a dedicarem-se à atividade acadêmica ou, talvez, melhor dizendo, trata-se, na verdade, de um convite a todos que desejarem participar e colaborar para o aprimoramento do Curso de Psicologia do UniCEUB

Equipe Editorial

  • Reitor: Getúlio Américo Moreira Lopes
  • Diretora da Faculdade de Ciências da Educação e Saúde - FACES: Dalva Guimarães dos Reis
  • Coordenadora do curso de Psicologia: Simone Roballo
  • Elizabeth Tunes

 

Endereço e contatos

Biblioteca Reitor João Herculino

SEPN 707/907 Campus do UniCEUB

Cep 70790-075 Brasília-DF

Fone: 61 3966-1349

E-mail:biblioteca@uniceub.br


APRESENTAÇÃO

Elizabeth Tunes



Maternidade e trabalho: o que motiva os pais a levarem os filhos na escola

Autora: Iane de Medeiros Fialho

Resumo

O objetivo do presente artigo é examinar a relação entre maternidade e trabalho, procurando-se compreender o que motiva pais a levarem seus filhos para a creche. Trata-se da descrição de uma pesquisa qualitativa feita com quatro mães, de nível socioeconômico distinto, com idade entre 25 e 34 anos. Foi realizada uma entrevista individual semiestruturada com questões sobre a experiência da maternidade, incluindo a gestação e o parto; sobre sentimentos, expectativas e crenças da mãe acerca da maternidade, de si mesma e do companheiro; sobre a tomada de decisão em relação à creche para o filho; sobre o sentimento das mães diante da ida do filho para a creche e sobre a escolha entre trabalhar ou cuidar em tempo integral da criança. Os resultados sugeriram que as vivências maternas de mulheres de nível socioeconômico diferente, desde a gestação até o retorno ao trabalho, foram semelhantes em diversos aspectos.

Palavras-chave: Maternidade. Trabalho. Creche.



O que pensam as crianças sobre a escola

Autora: Ilka Miranda Fujino

Resumo

A escola ocupa papel de grande importância em nossa sociedade, o que faz com as crianças comecem a frequentar instituições escolares cada vez mais cedo. Esta pesquisa examina a percepção de crianças e adolescentes sobre o modelo escolar atual. Por meio de rodas de conversa, 17 crianças com idade entre 5 e 14 anos expressaram seus sentimentos sobre o contexto escolar. Os resultados mostraram que as crianças consideraram a escola importante, sendo essencial para um futuro promissor e local de socialização. Contudo, vivenciamna como instituição que proporciona aprendizagens insatisfatórias, aulas sem sentido, excesso de conteúdo, cria desmotivação e exige cumprimento de regras.

Palavras-chave: Escola. Crianças. Percepções.



A brincadeira de faz de conta na clínica psicológica infantil

Autora: Júlia Afonso Pimentel Guimarães

Resumo

Este artigo examina a importância das brincadeiras para o desenvolvimento da criança e para a atuação do psicoterapeuta com crianças. Optou-se por direcionar as reflexões, especificamente, para a brincadeira de faz de conta, adotando-se a perspectiva da teoria do desenvolvimento cultural da criança de Lev Semionovitch Vigotski. Para ampliar a discussão sobre o uso dessa brincadeira na clínica, foram realizadas entrevistas com três psicólogas que atuam no atendimento a crianças. Com as entrevistas realizadas foi possível constatar a utilidade da brincadeira de faz de conta na clínica psicológica. Além de propiciar um momento de acolhimento e escuta, o psicólogo utiliza-se de estratégias lúdicas, como a própria brincadeira de papéis, como um recurso de análise e coleta de informações sobre os conteúdos trazidos pela criança.

Palavras-chave: Brincadeira. Faz de conta. Psicoterapia.



A família e o desenvolvimento da criança com Síndrome de Down

Autor: Daniel Moraes Camara Filho

Resumo

O presente artigo apresenta, brevemente, a história de crianças com síndrome de Down, tal como relatada por suas mães. Adota-se a perspectiva histórico-cultural de Vigotski para examinar criticamente os relatos das mães. Os resultados apontam a importância da família como primeiro agente socializador da criança no processo de seu desenvolvimento, sendo mediadora de suas relações e agente de mudança em seu contexto. Concluiu-se que a educação de crianças com deficiência deve estar baseada no fato de que essa condição impõe limites ao desenvolvimento, sendo necessário investigar e descobrir as possibilidades compensatórias para que seja superada a deficiência. É necessário que as possibilidades sejam colocadas em primeiro plano para que venham a ser o ponto forte do processo educativo.

Palavras-chave: Desenvolvimento. Deficiência. Síndrome de Down.



O estágio em Psicologia na perspectiva do estagiário

Autora: Amanda Dieguez

Resumo

O estágio profissional supervisionado em Psicologia tem como objetivo promover o desenvolvimento de habilidades e competências no estudante, embora lhe traga diversas outras experiências e aprendizados, tanto pessoais quanto profissionais. Grande parte dos estágios só se inicia nos anos finais da graduação, não sendo encontradas pesquisas que relatassem estágios nos anos iniciais. O objetivo do presente estudo foi o de identificar o que pode ser aprendido e aperfeiçoado por um estudante de psicologia nos anos iniciais do curso, durante um estágio supervisionado hospitalar em neurorreabilitação de crianças. As participantes foram quatro estagiárias de Psicologia de um hospital de Brasília, que iniciaram o estágio no 3º semestre e encontravam-se no 5º e 6º semestre do curso. Foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas para coletar informações e reflexões que as participantes tinham a fornecer. As informações coletadas nas entrevistas foram separadas em categorias que permitiram destacar mudanças (como era antes do estágio e como era na época da entrevista). Os resultados permitiram verificar mudanças nas perspectivas em relação à criança, na interação entre criança e estagiário, no papel do mediador, assim como questões relacionadas a medos em relação às interações com as crianças sobre a importância dos conhecimentos teóricos discutidos durante a supervisão e dos crescimentos pessoais proporcionados pelo estágio. Concluiu-se que o conjunto de aprendizados e crescimentos decorrentes de um estágio profissional é constituído por determinações múltiplas, que vão além do âmbito acadêmico apenas, abrangendo também as habilidades interpessoais.

Palavras-chave: Estágio supervisionado. Formação profissional em Psicologia. Graduação



Vivências e afetação na crise dos sete anos

Autora: Hannah Assante Lampert

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo examinar peculiaridades das vivências da crise dos sete anos de uma menina de sete anos, num ambiente social de desenvolvimento contendo ocorrências de fortes afetos negativos. Adotou-se como base para análise do caso a perspectiva histórico-cultural de Vigotski que entende o desenvolvimento cultural da criança como fruto de uma relação complexa entre meio e personalidade. Após ser feita uma caracterização da crise dos sete anos, tal como a configura Vigotski, descreve-se brevemente o caso clínico de uma garota de sete anos de idade, caracterizando-se aspectos importantes do seu ambiente social de desenvolvimento, especialmente no âmbito familiar. Verificou-se que a garota vivenciava momentos de angústia em decorrência de desavenças entre seus pais e das sensações de abandono quando eles saíam para trabalhar. Essas vivências acarretavam-lhe afetações negativas e de tristeza o que diminui a potência de agir da criança, o que pode repercutir em seu processo de desenvolvimento.

Palavras-chave: Crise dos sete anos. Vivência. Afetos negativos.



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Issue DateTitleAuthor(s)Type
Mar-2019Vivências e afetação na crise dos sete anos-Artigo
Mar-2019O estágio em Psicologia na perspectiva do estagiário-Artigo
Mar-2019A família e o desenvolvimento da criança com Síndrome de Down-Artigo
Mar-2019A brincadeira de faz de conta na clínica psicológica infantil-Artigo
Mar-2019O que pensam as crianças sobre a escola-Artigo
Mar-2019Maternidade e trabalho: o que motiva os pais a levarem os filhos na escola-Artigo
Mar-2019EDITORIAL - Caderno Temático do Estudante de Psicologia : sobre crianças e suas instituições-Artigo
Mar-2019APRESENTAÇÃO - Caderno Temático do Estudante de Psicologia : sobre crianças e suas instituições-Artigo
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