Prevalência e carga clínica de sintomas depressivos em idosos vivendo com HIV em serviços de infectologia: revisão sistemática
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OBJETIVO: Analisar as evidências científicas sobre a prevalência de sintomas depressivos em idosos vivendo com HIV acompanhados em serviços de infectologia. MÉTODOS: Revisão sistemática qualitativa realizada entre janeiro e março de 2026, conduzida conforme o Joanna Briggs Institute e diretrizes PRISMA. Utilizou-se a estratégia PICO: população (idosos vivendo com HIV em seguimento especializado), exposição (condição clínica de viver com HIV em serviços de infectologia), comparação (não aplicável) e desfecho (prevalência de sintomas depressivos). A pergunta norteadora foi: “Quais são as evidências científicas sobre a prevalência de sintomas depressivos em idosos vivendo com HIV acompanhados em serviços de infectologia?”. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Medline e Cochrane Library, com complementação no Google Acadêmico. Incluíram-se estudos completos dos últimos cinco anos, em todos os idiomas, com foco em idosos, depressão e contexto de infectologia. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram incluídos 12 estudos. As evidências mostram prevalência elevada e clinicamente relevante de sintomas depressivos, com variação entre contextos, mas manutenção de magnitude expressiva. A depressão associou-se a pior funcionalidade, comprometimento cognitivo, distúrbios do sono, estigma, isolamento social e piores desfechos clínicos, mesmo em indivíduos com controle virológico. O suporte assistencial e psicossocial modulou parte dessa carga. CONCLUSÃO: A depressão constitui componente central do envelhecimento com HIV e deve ser sistematicamente rastreada em serviços de infectologia, com integração entre cuidado clínico, psicossocial e saúde mental.