Estrutura e funções do córtex cerebral
Loading...
Files
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
DOI
Abstract
As localizações cerebrais sempre representaram um grande desafio para
médicos, cientistas e pesquisadores. A parte superior do encéfalo humano é
constituída por dois grandes hemisférios, separados por uma fissura longitudinal.
Em cada hemisfério há a considerar quatro lobos: lobo frontal, parietal, occipital e
temporal. Sabe-se hoje que a diferentes zonas ou lobos cerebrais estão associados
atividades distintas. Para se chegar a tal conclusão teve especial importância os
trabalhos de: Gall, Broca e Brodmann. Conduzidos pelo médico e
neuroanatomista vienense Franz Joseph Gall no final do século XVIII, ele
defendia que o cérebro era constituído por um agregado de muitos orgãos,
funcionalmente independentes. Reconhecendo o devido mérito a Gall, é também
importante apontar os erros de sua teoria das localizações cerebrais que considera
o cérebro compartimentado em secções independentes. Paul Broca, no século
XIX, a partir da realização da autópsia num doente com perturbações profundas
na linguagem oral, descobriu na terceira circunvolução do lobo frontal esquerdo,
uma zona lesada que impedia que o indivíduo fosse capaz de se exprimir, falando.
Tal região cerebral ficou na história da fisiologia conhecida como centro de
Broca. O alemão Brodmann teve a sua contribuição com a elaboração de mapas
neuroanatômicos, nos quais se encontravam áreas identificadas por ele próprio
nos seus estudos de arquitetura celular. O seu mapa constitui uma referência
anatômica conveniente, cujas áreas são designadas por números. Surgiu então a
teoria da unidade funcional que considera áreas cerebrais constituindo a base de
funções orgânicas ou psíquicas mas subordinadas à estrutura total do cérebro e
que este é capaz de suprimir atividades pertencentes a setores que foram lesados.
Por outras palavras, contrariando Gall, métodos de estudos não invasivos como a
ressonância magnética funcional, facilita o estudo das funções cerebrais e
comprova que as funções de cada parte individual do cérebro não são
independentes, mas sim sistemas formados por várias unidades cerebrais
interligadas.