A história de um bebê: um estudo de caso sobre a vinculação mãe-bebê separados pela internação do recém-nascido

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Esta pesquisa se caracteriza como um estudo de caso sobre a vinculação mãe-bebê, após a internação do recém-nascido. Sabe-se que a internação do bebê na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN), por sua prematuridade, constitui um momento de ruptura na relação entre a mãe e seu bebê. Desta forma, o presente estudo procurou demonstrar de que modo a vinculação afetiva pode ocorrer após a internação. Participou do estudo uma mãe que teve um parto prematuro na 28ª semana de gestação, cujo bebê necessitou ser encaminhado a UTIN. Como dados deste estudo, foi possível depreender que para a mãe em questão a internação do bebê não foi o principal fator de separação afetiva da díade mãe-bebê, sendo o seu histórico mais relevante para a não vinculação com o filho. Apesar disso, o encontro com o filho debilitado, a informação oferecida pela psicóloga do hospital sobre a importância do afeto materno para o desenvolvimento do bebê e o exemplo de uma mãe com o filho igualmente internado foram fatores contribuintes para que a vinculação ocorresse durante o período de internação. Para a psicologia este estudo ressaltou a importância do psicólogo na equipe de saúde como agente auxiliador na melhora da relação mãe-bebê e consequentemente no estado de saúde do bebê.

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