Avaliação da força de preensão manual em praticantes de escalada em Brasília-DF
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A escalada baseia-se em técnicas e movimentos de montanhismo e exige
força, principalmente dos membros superiores. A escalada proporciona a tolerância
de cargas constantes o qual, recorrentemente, causam lesões. O objetivo do estudo
foi avaliar a força de preensão manual em escaladores (GE) e sedentários (GS) bem
como correlacionar essa força com parâmetros morfológicos dos mesmos. A
pesquisa analisou 40 participantes (20 escaladores e 20 sedentários), do sexo
masculino, com idade entre 20 a 40 anos. Para as variáveis morfológicas, foi
mensurada a altura, em seguida a massa corporal e logo após, realizada a
circumetria dos membros superiores. Para a coleta da força de preensão manual foi
utilizado o dinamômetro JAMAR®. As variáveis morfológicas e a força de preensão
manual entre escaladores e sedentários foram comparadas. Buscando identificar as
principais influências morfológicas sobre a força de preensão manual foram
realizadas análises de correlação entre estas variáveis e a força de preensão
manual total, da mão direita e da mão esquerda. O GE e GS diferiram
principalmente quanto a massa corpórea e a circumetria do antebraço esquerdo. A
força de preensão manual dos escaladores foi maior que a dos sedentários para
ambas as mãos. Tirando o efeito da massa corpórea, foi constatado que a diferença
de força entre os grupos foi maior. Não houve diferença para a lateralidade dentro
de um mesmo grupo. A variável morfológica que teve maior correlação com a força
foi a circumetria de antebraço direito e esquerdo. Conclui-se que o GE possui maior
força que o GS e esta é intensificada ao se retirar o efeito da massa corpórea.