Capacidade jurídica dos orfãos terapêuticos: perspectivas sobre novos medicamentos pediátricos
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O presente estudo tem por objetivo demonstrar a problemática jurídica dos “órfãos
terapêuticos”. Parte-se da hipótese que a inexistência de terapias medicamentosas próprias ao
paciente infantil é medida discriminatória ao seu bem-estar, como preconizado pelo Sistema
Intenacional de proteção a infância. Para tanto, foi definida uma matriz de análise composta por
jurisprudências a comprovar a violação dos direitos humanos infantis do acesso à informação,
privacidade, confidencialidade e igualdade das crianças. Apresenta estratégias internacionais
adotadas no intuito de incentivar a indústria farmacêutica a desenvolver terapias apropriadas ao
paciente infantil. No âmbito doméstico comprova a inexistência de políticas públicas similares
as estrangeiras, além de constatar a negligência estatal em divulgar as práticas farmacológicas
da extrapolação de doses e uso “off label”. Constata a ineficiente rotulagem de medicamentos
nacionais, com ofensa ao livre consentimento informado dos consumidores, configurando o
paciente infantil, como “cobaia indireta”. Após as devidas comprovações, conclui-se pela
viabilidade jurídica da emancipação sanitária dos menores de idade, a partir da adoção da
“teoria do menor maduro (Gilleck)”. A propositura de nova hipótese de antecipação de
maioridade para questões sanitárias, foi designada como capacidade sanitária e será medida
eficaz a respeitar o paciente infantil em sua singularidade de ser em desenvolvimento,
efetivando seu respeito e consideração, ou seja, seu direito de personalidade.
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Citation
THOMASI, Tanise Zago. Capacidade jurídica dos orfãos terapêuticos: perspectivas sobre novos medicamentos pediátricos. 2017. 389 f. Tese (Doutorado em Direito) - Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017.