A retirada da capacidade postulatória da mulher na decisão (in) constitucional da adi 4.424 do STF.

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Esta monografia tem como objeto de estudo a Lei Maria da Penha – Lei n. 11.340/06. Objetiva-se a análise da decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida em 9 de fevereiro de 2012, que julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.424, referente a Lei Maria da Penha – Lei n. 11.340/06, para declarar a inconstitucionalidade dos artigos 12, inciso I, 16 e 41, ambos da Lei específica. A partir desse entendimento, nos casos em que houver agressão corporal leve, no âmbito doméstico e familiar contra a mulher, a ação penal não será mais condicionada à representação, como era antes, mas incondicionada à representação. Todavia, o principal foco é traçar um entendimento crítico doutrinário sobre o efeito desse julgamento. Ao determinar que a ação penal será pública incondicionada, examina-se os argumentos favoráveis e os argumentos contrários à decisão. E mais, se há a retirada da capacidade postulatória da própria vítima com a intervenção do Estado dentro do ambiente doméstico da vítima.

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