Proteína da soja: os efeitos do seu consumo sobre os diferentes grupos populacionais
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A soja é um alimento essencialmente fornecedor de proteínas, ácidos graxos saturados
e insaturados e algumas vitaminas, além de possuir compostos polifenólicos, como as
isoflavonas. Dados experimentais e clínicos têm mostrado que as isoflavonas representam
uma alternativa promissora na prevenção e/ou tratamento de muitas doenças hormôniodependentes,
incluindo câncer, sintomas da menopausa, doenças cardiovasculares e
osteoporose. Com o uso da revisão da literatura disponível, o objetivo deste trabalho foi
descrever as principais propriedades estrogênicas e funcionais da proteína de soja sobre
diferentes grupos populacionais (pacientes com doenças cardíacas, renais crônicos, diabetes e
síndrome climatérica). Foram estudas 71 referências de periódicos, revistas científicas e de
sites de pesquisa científica na internet como BIREME, SCIELO, CAPES. Essa revisão
apontou que dietas ricas em proteína de soja podem diminuir os níveis de colesterol total,
reduzir a proteinúria e atenuar a perda da função renal, bem como amenizar os desconfortos
da síndrome do climatério. Porém, é necessário saber em qual concentração a proteína de soja
deve ser ministrada diariamente, quem pode consumi-la e quais os efeitos adversos que seu
uso não orientado pode causar. Para isso, o profissional de nutrição deve fazer um estudo
detalhado de seu paciente, para prescrever a proteína de soja de uma forma segura e adequada.