BRGAAP e IFRS em instituições financeiras: comparabilidade dos indicadores econômico-financeiros

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Com a publicação do Comunicado 14.259, de 10 de março de 2006, o Banco Central do Brasil (Bacen) decretou a obrigatoriedade, para as instituições financeiras, da publicação das demonstrações financeiras consolidadas em observância às normas internacionais de contabilidade (IFRS), a partir de 31 de dezembro de 2010. A adesão de novos padrões tende a causar diferenças na divulgação das informações contábeis, o que pode afetar o cálculo dos indicadores econômico-financeiros. Com isso, o presente artigo tem como objetivo verificar a existência de variações significativas no cálculo dos indicadores financeiros em BRGAAP e IFRS, das quatro maiores instituições financeiras presentes no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Para alcançar esse objetivo, foram analisados os principais indicadores propostos por Assaf Neto (2012), com base nos demonstrativos contábeis das instituições financeiras selecionadas, referente ao exercício de 2013. O resultado da pesquisa, com base nos indicadores calculados, demonstra que no grupo dos índices de solvência e liquidez o Banco Bradesco é o único a apresentar variação relevante no cálculo de empréstimos em relação a depósitos. Na composição dos indicadores de capital e risco, os quatro bancos demonstraram variação material no índice de leverage, representado pela relação do ativo com o patrimônio liquido da instituição. Já nos indicadores de rentabilidade e lucratividade não foram apuradas divergências significativas nos bancos selecionados.

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