A criança hiperativa e o professor: um estudo sobre o trabalho docente nas séries iniciais
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A hiperatividade, considerada atualmente como uma das grandes dificuldades no
processo de ensino-aprendizagem, na realidade faz parte de um transtorno mais
amplo: o transtorno do déficit de atenção. Este transtorno é dividido em 3 formas
pelo DSM. Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e a forma,
considerada mista, que é a criança que apresenta tanto a hiperatividade como a
falta de concentração. Ao refletir sobre a atuação do professor na sua prática
pedagógica no que diz respeito a relação com crianças com o transtorno do déficit
de atenção com hiperatividade, o objetivo deste estudo é o de analisar o
conhecimento que o professor tem a respeito do transtorno e analisar as
estratégias para lidar com o aluno hiperativo na sala de aula. O procedimento
metodológico utilizado foi o de entrevistas com professores do ensino
fundamental nas séries iniciais do ensino público do DF. A pesquisa qualitativa
dos resultados foi realizada através da análise do relato verbal dos professores
entrevistados. Os resultados nos mostram que os professores do ensino
fundamental da rede pública do DF, não apresentam um consenso sobre o aluno
que apresenta hiperatividade. Muitos colocam como suspeitos de apresentarem
hiperatividade. Entretanto parecem conhecer os fatores que causam o trantorno
do déficit de atenção com hiperatividade, que são descritos na literatura. No
entanto, em relação ao comportamento observável nestes alunos são descritos
pelos sujeitos os comportamentos mais diversos para a criança hiperativa. Vale
ressaltar, que apesar da diversidade de comportamentos descritos, o que
caracteriza o transtorno, o déficit de atenção, foi o menos freqüentemente
mencionado. É interessante observar que os resultados mostram que há uma
confusão entre transtorno do déficit de atenção, indisciplina e falta de limites. Ao
considerar sobre as estratégias para a prática pedagógica com estes alunos, não
há um consenso estabelecido. Cada um dos sujeitos apresenta sugestões
diversas, podendo ser inferido, que apesar do conhecimento dos fatores causais e
de comportamentos específicos a este transtorno, os sujeitos não demonstram
saber como lidar com as dificuldades na sala de aula.