Os cuidados maternos e a interação do ambiente facilitador na constituição psíquica do bebê: uma visão Winnicottiana
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Este trabalho se propõe dialogar sobre a importância da função e dos cuidados maternos, bem como a apresentação de um ambiente facilitador para a constituição psíquica do bebê. Discute-se brevemente o quanto o bebê é extremamente dependente da mãe e o quanto essa mãe precisa adoecer de forma saudável para suplantar o extremo desamparo do bebê, estabelecendo, assim, uma relação de trocas de experiências favoráveis ao seu desenvolvimento psíquico-físico. Cabe à mãe a função de ser o apoio necessário, devendo ser boa o suficiente, frustrando e deixando que o bebê sinta, em determinados momentos, sensações de onipotência, que o permitam internalizar o objeto externo e, por conseguinte, integrar o seu self. Além disso, ela deve apresentar ao bebê, em momentos oportunos, o princípio da realidade. As falhas maternas e os danos causados também são temas desse estudo, bem como a apresentação ao bebê pela mãe de um ambiente facilitador que o ajude a se constituir psiquicamente. Por meio deste estudo bibliográfico, pode-se chegar à conclusão de que a mãe e o ambiente facilitador são a base para uma boa constituição psíquica e que a mãe precisa, necessariamente, ser boa o suficiente para o seu bebê.